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Dificuldades regionais no manejo das pastagens são os principais drivers tecnológicos no Pará

A Equipe 5, penúltima desta quinta edição do Rally da Pecuária, se reuniu no dia 26 de maio em Araguaína, no Tocantins, e seguiu logo cedo para o Pará. Os primeiros pecuaristas foram visitados no período da manhã.

Visualmente, as condições das pastagens deixaram de chamar a atenção pela disponibilidade, embora os produtores também relatem a sobra na maior parte das fazendas. Um pecuarista, por exemplo, relatou que as chuvas bem distribuídas foram suficientes para melhorar as condições do capim. No entanto, apesar de bem distribuído, o volume de chuvas não foi suficiente para encher as “aguadas” em algumas regiões. Diante dessa circunstância, o temor do pecuarista é que haja disponibilidade de capim em alguns pastos, mas que não seja possível aproveitá-lo pela falta de água para dessedentação do gado. Esse mesmo problema já havia sido relatado em 2011 e em 2012 no Mato Grosso e Tocantins, respectivamente.

No entanto, ao longo das últimas edições do Rally da Pecuária, o que mais chama a atenção no Pará é a soma de problemas relacionados às pastagens, o que inclui a morte do braquiarão e a agressividade do avanço do capim duro.

A novidade deste ano é a maior percepção por parte dos pecuaristas de que as melhores alternativas para combater os problemas estejam relacionadas à aplicação de tecnologia nos pastos. Até 2014, contrariando as opiniões dos técnicos, a maior parte dos pecuaristas ainda não estava convencida de que a reposição e manutenção da fertilidade do solo, aliadas a um bom manejo das pastagens, é a melhor forma de evitar a infestação por capim duro.

Evitando o revolvimento do solo com o consequente estímulo do banco de sementes de capins invasores, diversos produtores começam a adotar um sistema de plantio de pastos semelhantes ao plantio direto, aplicando herbicidas, sementes e fertilizantes na área. A Equipe 5 do Rally da Pecuária visitou algumas reformas com essa tecnologia e os resultados visuais foram satisfatórios.

Pode-se dizer que, atualmente, a intensificação é uma necessidade regional, fomentada com o objetivo de evitar que a fazenda seja tomada pelo capim duro.

A aplicação de tecnologia não para por aí. Produtores que começaram e ampliaram sistemas de confinamentos ou semiconfinamentos em anos anteriores, agora começam a intensificar a produção a pasto. Em Rio Maria, o Rally da Pecuária visitou uma propriedade com sistema intensivo de produção a pasto operando já com 4 unidades animal (450 kg de peso vivo) por hectare e planos para atingir 8 unidades animal por hectare no período de chuvas entre 2015/2016.

No dia 26 de maio foi realizado o terceiro evento extra do Rally da Pecuária 2015, na cidade de Xinguara. No dia 28, a Equipe 5 encerrou as atividades no estado do Pará com o terceiro Circuito Rural, realizado na cidade de Redenção.

No dia 29, quando estava previsto apenas deslocamento até a divisa com o Mato Grosso, os técnicos da expedição foram surpreendidos com a notícia de que o MST havia fechado a estrada em Santana do Araguaia.

O cumprimento do cronograma apertado da expedição exigiu que os membros da equipe buscassem planos alternativos para viabilizar a chegada até Vila Rica, já no Mato Grosso, na mesma noite. Para tanto, os técnicos conversaram com diversos produtores, frentistas e, principalmente, com caminhoneiros que haviam passado pela região. No fim, tudo deu certo e, por sorte e planejamento, os veículos do Rally da Pecuária conseguiram cruzar a barreira sem perda de tempo.

Mas cabe destacar aqui o protesto de todos os profissionais consultados, cuja rotina e renda são frequentemente prejudicados pela falta de aplicação da lei. Profissionais que penam para cumprir as suas tarefas diante da truculência de um grupo de desocupados que se julgam no direito de cercear o cidadão comum de seus próprios direitos de ir e vir. Fica aqui a observação dos tristes fatos que limitam o potencial de um estado que tem tudo para ser um dos maiores destaques do agronegócio no país.

Os produtores que não puderam comparecer aos eventos ainda podem participar preenchendo o questionário no site pelo link Questionário do Rally da Pecuária.

Àqueles produtores que responderem o questionário, será enviado relatório completo ao final do projeto, com informações mais abrangentes em relação às divulgadas publicamente na Fiesp, no início de julho.

Realizado pela Agroconsult em parceria com a Sociedade Rural Brasileira, o Rally da Pecuária 2015 é patrocinado por Dow AgroSciences, Volkswagen, Fertilizantes Heringer, Phibro Animal Health, Banco do Brasil, com apoio da FIESP, AgroSatélite, AgroIpes, Associação Nacional dos Confinadores (ASSOCON) e Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O trabalho das equipes e o roteiro completo da expedição poderão ser acompanhados pelo site www.rallydapecuaria.com.br, com informações atualizadas diariamente pelo www.twitter.com/RallydaPecuaria  e www.facebook.com/rallydapecuariaoficial

Locais e datas de eventos:

Juara (MT)                            6ª feira, 12 de junho

Ji Paraná (RO)                      2ª feira, 15 de junho

Rio Branco (AC)                   5ª feira, 18 de junho